Reticulação do ácido hialurônico: o que é
Reticulação (do inglês cross-linking) é o processo químico que liga as cadeias de ácido hialurônico entre si, formando uma rede tridimensional. Sem ela, o AH injetado seria degradado pelo organismo em poucos dias. Com ela, o gel resiste às enzimas e aos radicais livres do tecido por meses.
A reticulação é feita com um agente químico que cria pontes entre as moléculas. Depois do processo, o fabricante purifica o gel para remover o excesso desse agente. O grau de reticulação, a concentração de AH e a tecnologia usada variam bastante entre produtos e linhas.
O que a reticulação muda na prática?
O grau de reticulação influencia várias propriedades do gel:
- Firmeza e capacidade de projeção, que se relacionam com o G prime.
- Coesividade, ou seja, o quanto o gel se mantém unido depois de injetado.
- Absorção de água depois da aplicação, que pode aumentar o edema inicial em alguns produtos.
- Duração, embora ela também dependa da região, do volume e do paciente.
Por isso, cada linha de produto costuma ter géis diferentes para lábios, sulcos, malar e mento. A escolha é do profissional habilitado, com base na indicação, no plano de aplicação e na bula.
E a hialuronidase?
Mesmo reticulado, o gel continua sendo ácido hialurônico, e por isso pode ser degradado pela hialuronidase. Géis mais reticulados podem precisar de mais enzima ou mais tempo para responder, o que reforça a importância de ter um protocolo definido.
Também chamado de: cross-linking, ligação cruzada.
Perguntas frequentes
Quanto mais reticulado, melhor o ácido hialurônico?
Não necessariamente. O grau de reticulação é escolhido para cada uso. Géis muito firmes servem para projeção, mas podem ser inadequados em áreas de pele fina ou de muito movimento.