Necrose após preenchimento: o que é e como prevenir

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Necrose é a morte de células de um tecido por falta de irrigação sanguínea. Na harmonização orofacial, a necrose de pele é uma complicação rara e grave dos preenchimentos, quase sempre consequência de uma oclusão vascular: o produto entra em um vaso ou o comprime, e a área que depende daquele vaso deixa de receber sangue.

O quadro costuma evoluir em etapas. Primeiro aparecem sinais de isquemia, como palidez, dor desproporcional e alteração da cor da pele em padrão rendilhado. Se a circulação não for restabelecida, a área pode evoluir com bolhas, crosta e perda de tecido. Quanto mais cedo o reconhecimento e o tratamento, maior a chance de limitar o dano.

Onde o risco é maior?

O risco existe em qualquer região, mas é discutido com mais ênfase em áreas com vasos importantes e circulação terminal, como glabela, nariz, sulco nasogeniano, têmporas e goteira lacrimal.

O que reduz o risco e o dano?

  • Conhecimento detalhado da anatomia vascular de cada região.
  • Técnica cuidadosa, com volume e pressão controlados.
  • Reconhecimento precoce dos sinais de isquemia.
  • Hialuronidase disponível no consultório e protocolo de atendimento definido quando se usa ácido hialurônico.
  • Encaminhamento e acompanhamento quando o quadro exige.

Com preenchedores que não respondem à hialuronidase, o manejo é diferente, o que reforça a importância da indicação criteriosa.

O consentimento informado deve mencionar essa possibilidade em linguagem clara, sem alarmismo e sem omitir.

Também chamado de: necrose cutânea, necrose tecidual.

Perguntas frequentes

Necrose após preenchimento é comum?

É uma complicação rara, mas grave. Por isso o conhecimento anatômico, a técnica cuidadosa e a hialuronidase disponível fazem parte de toda aplicação com ácido hialurônico.

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