Avaliação facial por terços em harmonização orofacial

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Ilustração em linhas de rosto feminino de frente dividido em três faixas horizontais por linhas douradas

Antes de pensar em produto ou volume, a harmonização orofacial (HOF) começa por uma pergunta: onde está o desequilíbrio? A avaliação por terços é a forma mais difundida de responder a ela de modo organizado. Ela divide a face em faixas comparáveis, ajuda a enxergar o rosto como conjunto e dá uma linguagem comum para explicar o plano ao paciente.

Este artigo apresenta o método em nível de revisão: terços horizontais, quintos verticais, análise de perfil, leitura de assimetrias e como tudo isso vira prioridade de tratamento.

O que são os terços da face?

Na vista frontal, com a cabeça no plano de Frankfurt, a face é dividida por linhas horizontais em três faixas:

Terço Limites usuais Estruturas principais
Terço superior Da linha de implantação do cabelo (triquíio) à glabela Testa, glabela, sobrancelhas, têmporas
Terço médio Da glabela à base do nariz (subnasal) Olhos, região periorbital, malar, zigomático, nariz, início do sulco nasogeniano
Terço inferior Da base do nariz ao ponto mais baixo do mento Lábios, cantos da boca, mento, mandíbula

A referência clássica considera os três terços de altura aproximadamente equivalente. Na prática, essa equivalência é um ponto de comparação, não uma meta: a linha do cabelo varia muito, e diferenças individuais e étnicas fazem parte de rostos considerados harmônicos.

Como subdividir o terço inferior?

O terço inferior costuma ser lido em duas partes, separadas pela linha de contato entre os lábios:

  • do subnasal ao contato labial, a parte do lábio superior, incluindo o filtro labial;
  • do contato labial ao mento, a parte do lábio inferior e do queixo.

A referência clássica aponta o lábio superior com cerca de um terço dessa altura e o conjunto lábio inferior e mento com cerca de dois terços. Lábio superior longo, mento curto ou mento alongado aparecem rapidamente nessa leitura.

E os quintos verticais?

A avaliação horizontal é completada por linhas verticais que dividem a largura da face em cinco partes. Como referência clássica, cada quinto tem largura próxima à de um olho:

  1. da borda lateral da face ao canto externo do olho direito;
  2. a largura do olho direito;
  3. o espaço entre os olhos;
  4. a largura do olho esquerdo;
  5. do canto externo do olho esquerdo à borda lateral da face.

Os quintos ajudam a perceber rosto estreito ou largo no terço médio, distância entre os olhos e proporção entre a largura do nariz e o espaço intercantal. Também orientam a leitura de têmporas e zigomático, que definem a largura do terço superior e médio.

Como avaliar o perfil?

A vista frontal mostra altura e simetria, mas não mostra projeção. Para isso, a avaliação do perfil facial é indispensável. Pontos que costumam ser observados:

  • Tipo de perfil: reto, convexo ou côncavo, pela relação entre testa, base do nariz e mento.
  • Projeção do mento: queixo retraído ou projetado em relação aos lábios e ao nariz.
  • Projeção labial: posição dos lábios em relação a uma linha de referência que liga a ponta do nariz ao mento (a linha estética de Ricketts é a mais citada).
  • Ângulo nasolabial: abertura entre a columela e o lábio superior.
  • Contorno mandibular: definição da linha da mandíbula e do ângulo mandibular, e a transição entre mandíbula e pescoço.

Um mento retraído, por exemplo, pode fazer o nariz parecer maior e os lábios mais projetados. Tratar o mento muda a leitura das três estruturas, e é por isso que o perfil frequentemente altera a prioridade do plano.

Como ler assimetrias?

Nenhum rosto é perfeitamente simétrico. A assimetria facial leve é a regra, e boa parte dela é óssea ou dentária, fora do alcance da HOF. A avaliação procura:

  • diferenças de volume entre os lados (malar, têmporas, lábios);
  • diferenças de altura (sobrancelhas, comissuras, ângulos da mandíbula);
  • desvios de linha média (mento, filtro, nariz);
  • assimetrias de movimento, observadas em expressão (sorriso, elevação das sobrancelhas).

Registrar essas assimetrias antes de tratar é importante por dois motivos: ajustar o plano lado a lado, a critério clínico, e mostrar ao paciente o que já existia. Muitas queixas de "ficou torto" depois do procedimento vêm de assimetrias prévias que ninguém apontou.

O que observar em cada terço?

Terço superior

  • Linhas horizontais da testa e linhas da glabela em repouso e em contração.
  • Posição e formato das sobrancelhas.
  • Volume das têmporas: afundamento lateral estreita o terço superior e acentua o aspecto de cansaço.

Procedimentos frequentes: toxina na glabela, toxina nas linhas frontais, preenchimento de têmporas.

Terço médio

Procedimentos frequentes: preenchimento malar, preenchimento zigomático, preenchimento de olheiras, preenchimento do sulco.

Terço inferior

Procedimentos frequentes: preenchimento labial, preenchimento de mento, preenchimento mandibular, preenchimento dos cantos da boca.

Como transformar a avaliação em plano?

A avaliação só vale se virar prioridade. Uma lógica comum, a critério do profissional:

  1. Estrutura antes de detalhe. Áreas de sustentação (têmporas, malar, mento, mandíbula) costumam vir antes de sulcos e linhas, porque mudam a leitura das regiões vizinhas.
  2. O terço mais desproporcional primeiro. Se o terço inferior está curto e retraído, mexer só nos lábios tende a acentuar o desequilíbrio.
  3. Etapas, não excesso. Volumização em várias sessões permite reavaliar e reduz o risco de sobrecorreção.
  4. Expectativa alinhada. O paciente precisa entender o que é estrutural, o que é tratável e o que não muda com HOF.

Exemplo hipotético

Exemplo hipotético: paciente se queixa de "bigode chinês". A avaliação mostra malar com pouca projeção, sulco profundo e mento levemente retraído no perfil. Em vez de tratar só o sulco, o plano discutido inclui sustentação do malar e projeção do mento em etapas, com reavaliação do sulco depois. Volumes e técnica ficam a critério do profissional, após exame.

Onde o Harmy entra na avaliação?

O Harmy não faz a avaliação por você. Ele ajuda a mostrar ao paciente o plano que saiu dela. Depois de uma foto frontal, o app detecta o rosto no próprio aparelho e mostra os pontos das regiões, distribuídos pelos três terços: Glabela e Têmpora no superior; Olheira, Malar e Sulco Nasogeniano no médio; Canto da Boca, Lábios, Mento e Contorno Mandibular no inferior.

Tela de marcação do Harmy com os pontos das regiões distribuídos pelos três terços do rosto

Você marca as regiões do plano, define o volume de cada uma em ml (de 0,5 a 5 ml) e gera a projeção. Como a imagem muda só as regiões marcadas, ela serve bem para mostrar o efeito de tratar a estrutura, por exemplo comparando um plano só com sulco e outro com malar e mento. Lembre que a projeção é uma simulação ilustrativa, feita sobre a vista frontal: ela não mostra o perfil e não é promessa de resultado.

Para a foto de entrada, siga o guia de fotografia clínica padronizada. Para o mapa completo de regiões, veja a visão geral das zonas de aplicação.

Checklist da avaliação por terços

Etapa Conferido
Fotos padronizadas: frontal, oblíquas e perfis
Alturas dos três terços comparadas
Terço inferior subdividido (lábio superior x lábio inferior e mento)
Quintos verticais e largura do terço médio
Perfil: tipo, projeção de lábios e mento, contorno mandibular
Assimetrias anotadas e mostradas ao paciente
Expressões avaliadas (testa, glabela, sorriso)
Prioridades e etapas definidas
Riscos discutidos e consentimento registrado

Avaliar por terços não é encaixar o paciente em uma régua. É ter um roteiro para olhar o rosto inteiro, explicar o que se vê e propor um plano coerente com a queixa, a anatomia e a segurança. Para o lado da segurança, veja a visão geral de complicações.

Perguntas frequentes

O que é a avaliação facial por terços?

É a divisão da face em três faixas horizontais (da linha do cabelo à glabela, da glabela à base do nariz e da base do nariz ao mento) para comparar suas alturas e características. Serve como ponto de partida, não como regra rígida.

Os três terços do rosto precisam ser iguais?

Não. Terços aproximadamente equivalentes são uma referência clássica, mas variações individuais e étnicas são normais. A avaliação procura desequilíbrios que incomodam o paciente ou que o tratamento pode suavizar, não a igualdade matemática.

Quais procedimentos atuam em cada terço?

No terço superior predominam toxina botulínica e preenchimento de têmporas; no médio, preenchimento de malar, zigomático e olheiras; no inferior, lábios, mento, cantos da boca e contorno mandibular. A escolha é sempre a critério do profissional.

Dá para avaliar os terços só pela foto de frente?

A frontal mostra alturas e simetria, mas não projeção. Mento, lábios, nariz e mandíbula dependem também do perfil. Por isso a avaliação clínica usa frontal, oblíquas e perfis.

As imagens do Harmy são simulações ilustrativas geradas por IA a partir da foto do paciente, para apoiar a conversa entre profissional e paciente. Não são promessa de resultado. Indicação, técnica, produto e volume são decisão exclusiva do profissional habilitado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação clínica.

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